sábado, 1 de outubro de 2016

Era mais um dia como outro qualquer. Eu estava no bar com alguns amigos e sabe como é, algumas cervejas, muitas risadas... Até que ele passou. Nossos olhares se encontraram e não quiseram mais se desgrudar. O seu sorriso, que era deslumbrante, tinha algum poder sobre mim porque de alguma forma trouxe o meu à tona.
Eu podia imaginar o som da sua voz, a melodia da sua risada, o aconchego dos seu braços e abraços; inventar mil e uma manias chatas mas completamente irresistíveis que você teria. Conseguia nos ver numa cozinha pequena tentando fazer algo comestível, mas não resistindo em esbarrar um no outro ou sujar um ao outro com farinha, molho de tomate, brigadeiro ou o que quer que esteja ao nosso alcance. Podia ver com que facilidade nos entenderíamos, mas também podia ver as brigas que estavam por vir e a ânsia em nós por nos reconciliarmos. Imaginar o toque dos seus lábios nos meus era coisa de criança - apesar de nada infantil - comparado às cenas de amor e ao desejo febril que sentiríamos um pelo outro. Mas por que tanta pressa? Diminua seus passos para que meu coração consiga te acompanhar ou diminua para seu coração aqui comigo deixar. Diminua os passos até que nos apaixonemos. Não, não vá. Quero que fique, que pare para conversarmos, mas você continua indo. O encanto que mantinha a conexão dos nossos olhares se quebra, silenciosamente nos despedimos e tudo o que me resta é esta leveza aqui dentro e esta linda história de nós dois que poderia ter acontecido, mas não aconteceu.

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